Bisalhães é uma aldeia
vizinha de Vila Real, foi um dos mais importantes centros oleiros do norte do
país. Os alguidares, potes e panelas que ali se faziam eram levados pelas
mulheres, à cabeça, em grandes cestos e vendidos distrito fora. Ainda hoje os
mais velhos contam como era duro calcorrear caminhos sinuosos, Marão acima,
distâncias enormes percorridas pelos oleiros descalços, com os panelos às
costas.
É
a cozedura na soenga, forno escavado no chão, que dá a cor negra ao barro.
Depois de estar em brasa, a loiça é abafada com musgo e terra, adquirindo o seu
aspeto final. É o homem que trabalha na roda de oleiro e usa pedras do rio para
fazer o polimento das peças, o brunido e também com pedras que as mulheres
voltam a polir e a decorar.
O
barro, depois de britado é espalhado na eira para secar ao sol. De seguida, é
transportado para os "pios" de pedra e moído, até se desfazer em pó,
retiram-se as impurezas, mistura-se com água e amassa-se. Depois, o oleiro dá-lhe
forma na roda de oleiro e, antes que esta seque, ornamenta-se com flores e
outras formas.Encontra-mos diferentes tipos de louça negra: a
"churra" (que é mais grosseira, negra e sem brilho) e a
"gogada" (que é fina e sem defeito).Também se fazem miniaturas nesta
louça.
Lúcia Mangerona, 8ºE
Fonte
http://www.folclore-online.com/artesanato/tmontes/barro-preto-bisalhaes.html#.WeycJ4hrzIU http://lendasetradicoes.blogs.sapo.pt/1961.html
http://lendasetradicoes.blogs.sapo.pt/1961.html

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