segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Tapetes de Arraiolos, uma tradição única e secular

Os famosos e conhecidos Tapetes de Arraiolos, são a prova viva que Portugal possui produtos nacionais de alta qualidade e únicos no mundo.

Desde há muito, que os Tapetes de Arraiolos fazem parte da cultura e da tradição portuguesa. A mais antiga referência histórica, data de 1598, altura em que D. Manuel expulsou de Lisboa a população moura. Na fuga, alguns mouros instalaram-se em Arraiolos, incluindo os tapeteiros, pois entre várias razões, aqui tinham muita matéria-prima de boa qualidade.
Com o passar dos séculos, estes tapetes continuam a ser únicos. Não só pela qualidade da matéria prima (lã pura de ovelha 100% portuguesa e que, atualmente, vem de Minde), como pelas características únicas do seu bordado (são costurados com um ponto próprio que é transmitido em Arraiolos de geração em geração, sendo único no mundo).


Contudo, esta tradição atravessou um período de decadência, tendo quase desaparecido durante o século XIX. Mas, graças a donas de casa artesãs de todo o país, esta indústria e tradição renasceu.
Devido ao preço elevado a que são vendidos (mais ou menos 220 euros o metro quadrado), começaram a aparecer várias falsificações e muitos tapetes “made in China” e vendidos como sendo Tapetes de Arraiolos. No entanto, há aspetos que podem denunciar estas falsificações. Qualquer entendido ou curioso pode através do toque identificar alguma irregularidade, algo patente nestes tapetes, pois são feitos todos à mão, e através do cheiro, pois como são feitos exclusivamente com lã pura de ovelha, deverão cheirar a ovelha.
De forma a promover esta tradição, a vila de Arraiolos há cerca de sete anos, iniciou o projeto de confeção do maior Tapete de Arraiolos do mundo. Depois de 4 milhões de pontos bordados e de centenas de dias de trabalho árduo, eis que nasceu, na vila de Arraiolos, um tapete com 120 m2.

Hoje em dia, em todo o mundo se conhece O Tapete de Arraiolos, sendo que é um produto único e inigualável e sem dúvida um grande orgulho nacional.


Filipa Pires, 6ºE

Fonte





Sem comentários:

Enviar um comentário