Mais uma vez, o nosso país foi
fustigado por grandes incêndios no verão, infelizmente desta vez morreram 64
pessoas e outras 200 ficaram feridas. O que correu mal?
Este ano aconteceu um trágico fogo em Pedrogão Grande onde, infelizmente,
morreram 64 pessoas e ficaram feridas mais de 200. O fogo alastrou para os
concelhos vizinhos de Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Ansião,
Alvaiázere, Sertã e Pampilhosa da Serra.
As autoridades apontam para causas naturais, como a trovoada
seca, conjugada com temperaturas elevadas e vento muito intenso e variável, mas
o presidente da Liga dos Bombeiros, acredita que este incêndio não teve origem
em causas naturais já que, segundo a perceção de alguns habitantes de Pedrogão
Grande, o fogo já estaria ativo duas horas antes da altura em que ocorreu a
trovoada seca nesta zona.
Ao final de vários dias, a área consumida pelo incêndio
florestal em Pedrogão Grande, em Leiria, foi calculada em mais de 26.000
hectares.
O facto de grande parte da área ardida ser constituída
sobretudo por florestas de pinheiros e eucaliptos, facilitou sem dúvida a
rápida propagação do fogo.
Investigadores da Universidade de
Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) aconselham o uso das designadas “árvores
bombeiras”, espécies que não só resistem ao fogo como também contribuem para
travar o avanço das chamas.
Os vidoeiros, carvalhos e castanheiros
são umas das principais “árvores bombeiras”, porque são folhosas e mantêm o
ambiente “relativamente” húmido, abrigado do vento durante o Verão.
Durante o Verão estão verdes, por isso,
ardem com mais dificuldade e, por outro lado, produzem uma folhagem que, ao
acumular-se no solo, é pouco inflamável e se decompõe com facilidade, ou seja,
cai no outono e quando chega o verão grande parte decompõe-se.
O futuro das nossas florestas passa
sobretudo pela prevenção, limpeza, controlo e na reflorestação com espécies
autóctones.
Filipa Pires, 6.ºE

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