terça-feira, 26 de setembro de 2017

O Drama de Pedrogão Grande, visto por Filipa Pires

Mais uma vez, o nosso país foi fustigado por grandes incêndios no verão, infelizmente desta vez morreram 64 pessoas e outras 200 ficaram feridas. O que correu mal?

Este ano aconteceu um trágico fogo em Pedrogão Grande onde, infelizmente, morreram 64 pessoas e ficaram feridas mais de 200. O fogo alastrou para os concelhos vizinhos de Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Alvaiázere, Sertã e Pampilhosa da Serra.
As autoridades apontam para causas naturais, como a trovoada seca, conjugada com temperaturas elevadas e vento muito intenso e variável, mas o presidente da Liga dos Bombeiros, acredita que este incêndio não teve origem em causas naturais já que, segundo a perceção de alguns habitantes de Pedrogão Grande, o fogo já estaria ativo duas horas antes da altura em que ocorreu a trovoada seca nesta zona.
Ao final de vários dias, a área consumida pelo incêndio florestal em Pedrogão Grande, em Leiria, foi calculada em mais de 26.000 hectares.


O facto de grande parte da área ardida ser constituída sobretudo por florestas de pinheiros e eucaliptos, facilitou sem dúvida a rápida propagação do fogo.
Investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) aconselham o uso das designadas “árvores bombeiras”, espécies que não só resistem ao fogo como também contribuem para travar o avanço das chamas.
Os vidoeiros, carvalhos e castanheiros são umas das principais “árvores bombeiras”, porque são folhosas e mantêm o ambiente “relativamente” húmido, abrigado do vento durante o Verão.
Durante o Verão estão verdes, por isso, ardem com mais dificuldade e, por outro lado, produzem uma folhagem que, ao acumular-se no solo, é pouco inflamável e se decompõe com facilidade, ou seja, cai no outono e quando chega o verão grande parte decompõe-se.

O futuro das nossas florestas passa sobretudo pela prevenção, limpeza, controlo e na reflorestação com espécies autóctones.
Filipa Pires, 6.ºE

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